Poetisa Neide Rodrigues
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816/2025 - Canguaretama: Chão de Mártires, Fonte de Poesia

Canguaretama: Chão de Mártires, Fonte de Poesia

✍️ Poesia por Neide Rodrigues

 

Canguaretama não é apenas o lugar onde nasci.

É solo sagrado, onde a fé foi regada com sangue

e a esperança nunca cessou de florescer.

 

Poesia 

 

Antes de tudo, era chão, 

aldeia viva em oração, 

engenho, povo, altar sagrado, 

solo fértil, abençoado. 

 

Sangue verteu, o chão gemeu, 

em 1645 o céu escureceu. 

Setenta vozes, mãos erguidas, 

rezavam... deram suas vidas. 

 

Padre e povo, luz ardente, 

sangue puro, alma crente, 

na Capela, a fé não cedeu, 

e um santuário ali nasceu. 

 

A palma conta essa história, 

com o vento a sussurrar: 

foi martírio, é memória, 

mas Canguaretama sabe amar. 

 

Fez-se vila, se elevou, 

com coragem, se firmou. 

De mar e sol é feita a chama 

que acende o nome: Canguaretama. 

 

Do martírio à consagração, 

de vila à cidade: transformação, 

cento e sessenta e sete anos de fundação; 

nosso peito vibra de emoção. 

 

Não se fala só do passado, 

mas do povo abençoado 

que resiste e que floresce, 

e a sua origem nunca esquece. 

 

Sou filha dessa terra altiva, 

que em cada dor se fez mais viva. 

Aqui, escrevo em sal e flor 

meus versos cheios de amor. 

 

Canguaretama, meu lugar, 

onde o Brasil veio brotar. 

Chão de mártires, fé semente, 

e poesia eternamente. 

 

 

 

 

 

 

 

Neide Rodrigues
Enviado por Neide Rodrigues em 20/07/2025
Alterado em 21/07/2025
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