Inteira em Mim
Neide Rodrigues
Eu ajudo sempre que posso,
Estendo as mãos, com o coração aberto.
Mas, onde pouso os gestos,
Vêm a inveja, o ciúme, a ingratidão,
Companhias que ferem e entristecem.
Não preciso de palco, nem aplausos,
Para me afirmar,
Sou linda de qualquer maneira,
Mesmo ficando em casa,
De braços cruzados,
Em silêncio.
Porque a minha beleza
Não se mede pelo olhar do outro.
Ela nasce do que sou
Do que carrego por dentro
Da inteireza que me habita
E o meu eu é assim:
Forte,
Verdadeiro,
Lindo.