*Estações da Alma
A noite desce mansa,
e estrelas brilham ao longe.
No canto, a lua é enredo,
e o mar suspira segredos.
Na areia salgada da praia,
me reconheço por inteira.
Nas brumas leves das ondas,
as lembranças em mim vagueiam.
A fé aprendeu a esperar
os mistérios que a noite revela.
Sorrio… não pela ausência da dor,
mas por ter sobrevivido a ela.
Sou porto e travessia,
correnteza e também calma.
Sou céu escuro e mar sem fim,
existindo inteira na própria alma.
E ainda assim me pergunto, em silêncio:
quem sou eu depois do que vivi?