*Estações da Alma
Costurando Amor
Neide Rodrigues
Costurando Amor
Quando a alma pede para sair,
Não há plano nem segredo que a segure.
Ela vai inteira, corajosa,
Com cicatriz e flor no mesmo lugar.
Alma solta,
Como roupa branca no varal
Que dança ao vento.
Minha alma canta,
Guarda memórias
E nunca deixa de florir.
Se tua alma quiser voar,
Dá asas, larga o orgulho, deixa ir.
Nos devaneios, quem sabe,
Nos encontramos... em silêncio.
Duas almas que se reconhecem
Dispensam medo ou defesa.
Elas se acolhem como rede,
Como abraço que sustenta,
Costurando amor
Com linha de cumplicidade.
Natal, 01 de julho de 2025
Versão de 788/2025