*Estações da Alma
Viver na Ausência
Neide Rodrigues
Viver na Ausência
Morrer em vida é dor insolente,
E sigo cativa dessa dor.
Sem rumo, sem força, sem alento,
A ausência em mim se faz ardor.
No peito carrego um veneno atroz,
Sem ter a quem dizer: “estou aqui”.
Por dentro, tudo em mim se corrói,
E a ausência rouba o som da minha voz.
O grito é mudo, o mundo não ouviu,
Sou sombra que caminha em penitência.
Cada passo é abismo reincidente
Do mal cruel que se fez presença.
Natal, 12 de junho de 2025.