Último Suspiro do Amor
Em meu peito o grito
Ecoa em pranto, em febre e desvario,
Embora ainda viva
Mas a vida, sem qualquer sentido.
Órfã de sonhos, presa ao desengano,
Sou como a rosa a fenecer sozinha,
Sou como o inverno a devorar o outono.
No recanto da minha dor,
Sem gosto para nada, a dor me veste,
E em minha boca o beijo que não deste
É cicatriz que nunca vai sarar.
Ah, cruel separação! Fatal ferida!
Morrer seria o alívio desta vida,
Mas meu castigo é ter de recordar.
Natal, 07 de junho de 2025