Poetisa Neide Rodrigues
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876/2025 - Separação Cruel

*Estações da Alma

Separação Cruel 

 

Ah, Separação cruel, que em mim te demoras, 

Como sombra antiga que não quer partir, 

Desfolhas o peito nas mesmas horas, 

E fazes da vida um não saber existir. 

 

És fado sem voz, és luto sem nome, 

Um silêncio que sangra por dentro de mim. 

E a alma, cansada, de saudade se consome, 

Preso a um amor que não chega ao fim. 

 

Vago entre ausências, sem norte e sem guia, 

Com a consciência ferida no amar, 

E tudo em mim grita o que em mim morria, 

Num tempo que insiste em não me soltar. 

 

Tempestade que habita o que sou por inteiro, 

Cruz que me habita sem me perguntar, 

Arrasto correntes de um sonho primeiro, 

Que aprendeu comigo a naufragar. 

 Neide Rodrigues

Natal, 07 de junho de 2025

Neide Rodrigues
Enviado por Neide Rodrigues em 21/08/2025
Alterado em 16/06/2026
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