861/2025 - Quando a Poesia Fez Folia em Minha Vida
Quando a Poesia Fez Folia em Minha Vida
Escrever, para mim, sempre foi gesto simples, quase distraído. Desde cedo, eu tinha o hábito de redigir cartas para os parentes dos vizinhos. Eles me pediam esse favor e eu aceitava com gosto, passando para o papel as notícias, os recados e as saudades.
Havia, porém, um detalhe curioso: sem perceber, sempre encerrava aquelas cartas com versos. Eram rimas que brotavam naturalmente, como quem fecha uma conversa com um sorriso.
O tempo passou até que, um dia, recebi a resposta de uma dessas cartas. No meio das linhas, alguém me perguntou quem era que escrevia “como se cantasse”. Fiquei surpresa. Só então percebi que havia música em minhas palavras, que meu jeito de escrever trazia um ritmo que não era comum. Descobri, pela voz do outro, que a poesia já vivia em mim, mesmo sem eu saber.
No entanto, só muitos anos depois decidi acolher essa voz. Foi em 2018, incentivada por um amigo poeta que conheci pelas redes sociais. Ele me disse que eu já era poetisa, só faltava assumir. E assim fiz: desde então, escrevo não mais por acaso, mas por escolha. A poesia deixou de ser um sopro involuntário para se tornar parte da minha vida, companheira constante, caminho de sentido e beleza.
NeideRodrigues
Natal, 17 de agosto de 2025
Neide Rodrigues
Enviado por Neide Rodrigues em 17/08/2025
Alterado em 28/08/2025
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