Poetisa Neide Rodrigues
Oásis dos Versos e das Emoções
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819/2025 - Brinde à Dor de Amor

*Estações da Alma

Brinde à Dor de Amor 

 

Brinda-se à dor com falsa leveza, 
Como quem finge que já não sente. 
E entre o riso e a incerteza, 
Vai-se afogando o que está ausente. 

 

Há quem cure a saudade em copos, 
Na pressa de esquecer o que ficou. 
Mas há dores que, mesmo em goles, 
Não se rendem ao que passou. 

 

Na taça, um brilho que engana, 
Um instante que tenta aliviar. 
E a noite, com sua velha trama, 
Aprende também a silenciar. 

 

E assim se segue, entre brindes e vazios, 

Levando o que não se diz no peito. 

Porque há amores que nem o tempo, 

Nem o vinho, sabem desfazer por inteiro.

 

Neide Rodrigues

Cidade Nova/Natal, 21 de julho de 2025

Membro da Academia de Letra de Canguaretama Cadeira n⁰ 3

Patrono André de Albuquerque Maranhão

Membro da SPVA - sociedade dos poetas vivos e afins do Rio grande do Norte

Membro da ALAMP - Associação literária e artística de mulheres potiguares

Neide Rodrigues
Enviado por Neide Rodrigues em 21/07/2025
Alterado em 18/06/2026
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