*Estações da Alma
Vozes da Literatura Potiguar
No chão onde a palavra nasce acesa,
Ergue-se a voz da nossa tradição.
Não é só tinta; é vida, é fortaleza,
É memória que pulsa em cada região.
A palavra que o povo semeia e guarda
Se faz cordel, se faz canto e chão.
Em feira e rua, em sonho e estrada,
A cultura insiste em não se calar em vão.
Os que escrevem com alma e verdade,
E que transformam dor em criação.
A literatura é identidade,
É chama viva dentro do coração.
Auta de Souza, de delicada emoção,
Fez da saudade oração e poesia.
Homero, voz de inspiração,
Fez do verso caminho e filosofia.
Manoel de Melo, sangue e chão,
Fez da escrita memória e raiz.
Deífilo Gurgel, guardião da canção,
Fez da cultura um povo feliz.
Militana, guardiã da voz do povo fecundo,
Cantou em cordel a memória regional.
Cascudo, viu o Brasil profundo
E registrou em palavras sua vastidão cultural.
E nós, que seguimos na mesma estrada,
Guardamos no peito esse mesmo cantar:
Porque onde a poesia se firma e se eleva,
O divino se revela em cada voz a inspirar.
Neide Rodrigues (Revisão profª Lúcia Cordeiro)
09 de julho de 2025