*Estações da Alma
Silêncio que Dói
Por Neide Rodrigues
Hoje perguntaram por ti…
E estremeci em segredo.
Teu nome preso na garganta,
Feito ave ferida sem pouso.
Desde que partiste, evito-te,
Não por orgulho, mas por dor.
Há nomes que, ao serem ditos,
Desfazem por dentro o amor.
Não toco na ferida que ficou,
Nem desperto o que adormeceu.
Sou onde a serenidade habita
E onde o teu nome se perdeu.
Há dores que não se confessam,
Vivem apenas no não dizer.
E em mim, depois de ti, ficou isto:
Um silêncio que sabe doer.
Epílogo:
Nem todo silêncio é esquecimento.
Às vezes, é só a alma tentando se proteger daquilo que ainda dói.
Escrever é meu modo de fechar sem rancor o que um dia foi amor.
Neide Rodrigues
03 de julho de 2025