Poetisa Neide Rodrigues
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798/2025 - Silêncio que Dói

*Estações da Alma

Silêncio que Dói

Por Neide Rodrigues

 

Hoje perguntaram por ti…
E estremeci em segredo.
Teu nome preso na garganta,
Feito ave ferida sem pouso.

Desde que partiste, evito-te,
Não por orgulho, mas por dor.
Há nomes que, ao serem ditos,
Desfazem por dentro o amor.

Não toco na ferida que ficou,
Nem desperto o que adormeceu.
Sou onde a serenidade habita
E onde o teu nome se perdeu.

Há dores que não se confessam,
Vivem apenas no não dizer.
E em mim, depois de ti, ficou isto:
Um silêncio que sabe doer.

 

Epílogo:

Nem todo silêncio é esquecimento.

Às vezes, é só a alma tentando se proteger daquilo que ainda dói.

Escrever é meu modo de fechar sem rancor o que um dia foi amor.

 

Neide Rodrigues

03 de julho de 2025

Neide Rodrigues
Enviado por Neide Rodrigues em 03/07/2025
Alterado em 18/06/2026
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