No Silêncio do Fim
Neide Rodrigues
Vivemos buscando presença e calor,
Aplausos, abraços, promessas de amor.
Mas quando a vida se curva ao final,
É o silêncio que chega... frio e fatal.
Sento à janela, a observar
A noite lentamente chegar.
O corpo resiste, a alma suplica,
E a dor do abandono, se intensifica.
A alegria se esvai como a névoa no ar,
E tudo que fomos começa a calar.
Nenhuma voz, nenhum leve aceno,
Só o vento vazio e sereno.
E nesse instante, lembro da partida:
Talvez reste a paz, talvez reste a vida,
Espalhada em silêncio, em forma de bem,
O amor que ofertamos, retorna também.
Natal, 27 de junho de 2025