*Estações do Amor
Quando o povo se cala,
O mundo inteiro geme.
Não há verso que console
Quem o medo já condene.
Crianças sem infância,
Mães sem chão nem direção,
Homens que deixam tudo,
Levando apenas o coração.
Guerras que ninguém vence,
Onde só a dor permanece.
Ruínas ocupam lares,
Na esperança que fenece.
Milhares fogem da própria história,
Levam as dores na memória.
Quem vê e sente não deve se calar.
Falar é resistência, esperança no ar.
Se uma gota de bondade
Brota na mão que se estende,
Abre caminhos de igualdade,
E a paz germina e floresce.
Natal, 17 de junho de 2025.