Chanana, Alma de Natal
Em terra de sol e mar a se estender,
surge singela, no solo a se esparramar,
Chanana dourada a florescer,
símbolo vivo do nosso lugar.
Pequena e frágil aos olhos vãos,
resiste ao calor, ao passo apressado,
brota entre pedras, fendas e grãos
um traço de vida no solo marcado.
Persistência é sua alma nua,
erguendo-se firme sob o sol ardente,
como Natal, que ao toque da rua,
carrega a história de um povo valente.
Sua beleza é discreta, mas fala,
de sonhos guardados no coração,
de uma cidade que luta e não cala,
fortaleza viva em sua canção.
Assim é Natal, assim é a flor,
Chanana que dança ao vento sutil,
resiliente e serena em seu esplendor,
poema da terra sob o céu anil.
Neide Rodrigues 23 de fevereiro de 2025
Membro da academia de Letras de Canguaretama
Cadeira número 3
Patrono André de Albuquerque Maranhão