*Estações da Alma
Esperança Renascida
Encerro um ciclo em silêncio,
Deixo um amor que não ficou.
E sigo a estrada sem respostas,
Onde o que fui já se afastou.
Era preciso romper o cativeiro,
Desaprender o que me prendeu.
E das cinzas do que fui inteira,
Algo em mim renasceu.
Como rio que encontra o mar,
Meu ser se entrega ao caminhar.
E aprende, na própria travessia,
Que é preciso a si mesmo amar.
Não há fim que não transforme,
Nem dor que não faça florir.
O que parte deixa um vestígio
Do que ainda há por vir.
E carrego, sem peso, a esperança
De um tempo que volta a nascer.
Porque tudo o que se despede
Também aprende a viver.
Neide Rodrigues
Natal, 17 de novembro de 2024
Membra da ALC - Academia de Letras de Canguaretama
Cadeira 03
Patrono André de Albuquerque Maranhão