Na calada da noite, busco escrever
O que, como humana eu prezo,
E enfeito com flores o que me faz viver,
Nos versos que dançam com suave apego.
"Dó" e "Ré" dão nuances ao meu dizer,
Evitam que a melancolia macule a poesia;
Fazem germinar e florescer,
Sementes de sabedoria, para toda vida.
Em cada verso, renasce um novo ser,
Transformando a dor num hino de alegria.
Com cada palavra, um universo a tecer,
Nas longas madrugadas, desponta a poesia.
Neide Rodrigues, 26 de setembro de 2024.